Multiverso
àquele perfume inebriante
Primeiro ato
pássaro pousado
um
canto passeia
passarinhando
olhares de amor
na
esquina das flores
sobre
espelho tristonho
num
soluço cortando
o
reflexo contido de uma dor
entreato
não houve hiato
suspenso
o ontem
até o
agora
morto
o corpo hílico
segundo ato
danaides aflitas
jarros
de tempo
derramam
eternamente
no
buraco negro
toda a
luz se esvai
no
reverso do universo
epílogo
pássaro pousado
um
canto passeia
passarinhando
na eternidade
sob a
nova via láctea
mãos
enlaçadas
num
soluço cortando
o
anelado beijo de saudade
-o-
desfragmentação
é hora
morta
a hum l
i dade
sou um
deus
de uma
só deusa
sem
crentes
de uma
morte
das
cinzas agônicas
a vida
ressurtida
sou o
deus
que
morre
da egéria
deusa
que
morre
e u
d s
a -
fóton de luz
infinito
o e débil
pelo
um m
v m n
o espalha
i t se
pelo
infinito
-o-

Nada a comentar. Só me resta admirar. Lindos poemas.
ResponderExcluirBoa poesia não se explica
ResponderExcluirMas
Gostei mais do segundo ato
Obrigado pelo "boa poesia", quanto ao segundo ato, também acho, sem ele o Multiverso não seria poesia.
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