Miguilim
Miguilim é o menino Guimarães
Rosa revelado no poema Campo Geral. Quando o leio meus olhos também reviram
meninices, por isso gosto sempre de revisitar minha infância naquelas páginas.
Miguilim é um não conto. Miguilim é um estado de ser.
Miguilim
morava no Mutum e sua melhor referência era a tristeza de sua mãe encerrada
entre aqueles morros a dizer: “Oê, ah, o triste recanto...”. Miguilim viajou,
saudade de tudo, no regresso trazia um presente pra mãe: ouvira um homem dizer
do Mutum, “É um lugar bonito...!”. A mãe não deu valor. Miguilim não concordou.
Este
parágrafo acima é apenas um resumo do início, um gostinho leve do poema que com
certeza, se ainda não o fez, você apreciará o sabor e quiçá ele lhe possa falar
como aquele homem estrangeiro da beleza que tem o seu lugar.
Quero
apenas pedir licença a Guimarães Rosa para usar a curiosidade do Miguilim em
pequenas estorinhas, que ele saiba me desculpar se ando apenas numa marca quase
imperceptível de suas pegadas.
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